Maricá/RJ,

Diagnosticar ações de leitura e mapear bibliotecas são metas para o PNLL

Portal Gife - 18/03/13 

Identificar o que se faz em temo de leitura pelo Brasil e mapear os espaços em que ela é desenvolvida são ações que podem ser realizadas por investidores sociais privados, colaborando assim essencialmente para o bom desenvolvimento do Plano Nacional do Livro e Leitura. É o que acredita a diretora do livro, leitura e literatura do Ministério da Cultura, Antonieta Cunha.

O Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), que atua transversalmente no Ministério da Cultura e no Ministério da Educação, tem como objetivo valorizar e democratizar o acesso e o fomento à leitura, a formação de mediadores, o apoio à criação e ao consumo de bens de leitura. O projeto pretende, ainda, fazer com que o tema conquiste lugar de destaque na agenda política e orçamentária dos estados e dos municípios brasileiros por meio de ações planejadas e com o estabelecimento de metas que garantam sua implementação e continuidade como política de governo.

Diante deste desafio, Antonieta Cunha defende que nenhuma política pública pode ser implementada sem a colaboração da sociedade civil organizada. “O Plano tem como meta formar leitores por meio da valorização das bibliotecas (escolares, públicas, comunitárias) e dos espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, formar mediadores e promover a leitura e os investidores sociais são fundamentais para alcançarmos esses objetivos”, explica Antonieta.
A parceria sociedade civil e governo se justifica por dar agilidade ao processo e articular os diferentes segmentos sociais e instâncias de decisão nessa mobilização e preparação de agentes públicos para um movimento único na efetivação das metas do PNLL . “Os investidores sociais tem ferramentas para identificar o que se faz em termo de leitura pelo Brasil, e necessitamos deste diagnóstico, bem como o cenário das bibliotecas disponíveis”, afirma Antonieta. De acordo com o Censo Educação 2011 apenas 26,7% das escolas de Educação Infantil de todo o País contam com uma biblioteca em sua estrutura. Não se sabe, porém, o número atualizado, englobando todos os tipos de espaços- bibliotecas públicas, comunitárias, privadas, espaços de leitura,etc e é nessa instância que os investidores podem atuar, segundo orientações da diretora do MINC.

Além da identificação das ações que são desenvolvidas, há também efetivamente a concretização de grupos de trabalho, organizados pela sociedade civil para a formulação e aprovação de PMLL. É o caso da cidade de Porto Alegre, que teve seu plano aprovado em 2012. A ONG Cirandar, apoiada pelo Instituto C&A, mobilizou diversos atores da sociedade até que o plano fosse concretizado. Eles tiveram sua ações guiadas pelo Manual de orientação para elaboração e implantação de planos, desenvolvido pelo Instituto Pró-livro.

“A ideia é termos um esforço para, até 2014, termos todos os estados com seus planos. A sociedade civil deve estreitar os laços com o poder público e trabalhar com ações que estejam alinhadas com os eixos do PNLL”, conclui Antonieta. 

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