Maricá/RJ,

Como transformar a ida à biblioteca em um passeio inesquecível?


Saiba aproveitar a ida à biblioteca, despertando a curiosidade natural do seu filho por livros, seja qual for a idade



Foto: Claudia Marianno
Deixe seu filho tocar e escolher os livros na biblioteca

Quanto mais cedo melhor. A primeira biblioteca que Loretto conheceu foi a da sua escola, a EMEF Desembargador Amorim Lima, em São Paulo. "Ele ficou encantado", postou a mãe, Marcia Carini, no You Tube, sobre a experiência do ano passado. Por sinal, o vídeo com o depoimento de Loretto é de enorme popularidade. Pudera. Entre outros comentários, o menino de oito anos, aluno do 2º ano do Fundamental I, assombra ao confessar que "... adoro livro velho... Livro é muito fascinante, é a coisa que a gente mais aprende na vida!". 


Matérias especiais para que você saiba tudo sobre biblioteca e como aproveitar melhor seus momentos de leitura



A paixão de Loretto vem de berço, melhor, de peito: em outro "post", Marcia revela o hábito de ler, em voz alta, textos de Simone de Beauvoir enquanto amamentava o filho. Um luxo. Mas o fascínio de uma criança pelo mundo dos livros pode ser estimulado de inúmeras maneiras - desde a primeira ida à biblioteca ao lado dos pais, por exemplo. Visita que pode transmitir a ideia de ser a biblioteca um ambiente vinculado ao prazer - e não apenas ao estudo.

A seguir, dicas de como os pais podem tornar inesquecível a ida à biblioteca ao lado dos filhos, independentemente da idade.
Veja os itens abaixo:
1. Faça o possível para que a criança se sinta à vontade.
É proibido proibir na visita à biblioteca. Exemplo: permita ao seu filho ‘tocar’ no livro que está na prateleira, se ele se sentir atraído. "É preciso desmistificar o livro para torná-lo prazeroso", diz Sueli Nemen Rocha, diretora da Biblioteca Monteiro Lobato, em São Paulo. "E isso só vai acontecer, se os pais agirem com leveza, evitando comentários do tipo, ‘não, não faça isso!’, ‘não, não pode mexer!’, o que só serve para afastar a criança..." Claro, bom senso faz parte desse jogo - ninguém está livre para balançar a estante cheia de livros até cair...Mas a prioridade número 1, em relação aos pais, deve ser a de adotar uma atitude desenvolta. Como? "As crianças gostam de pegar vários livros de uma vez só - é a ansiedade pelo novo, reação que não precisa de jeito algum ser reprimida pela família", recomenda Sueli.
2. Se os pais não conhecem a biblioteca, melhor pedir ajuda a quem trabalha ali dentro para conseguir se localizar entre os livros.
O acervo da biblioteca está organizado segundo critérios, o que explica, por exemplo, a disposição de livros de um único assunto em prateleiras agrupadas em uma mesma área. "Uma biblioteca não é um amontoado de livros, mas sim um lugar de organização da informação", enfatiza Fernanda de Lima Passamai Perez, da Escola da Vila. Para tirar proveito da ‘ordem’ estabelecida, vale primeiro se informar com quem é especialista no assunto, o bibliotecário. Ou, na ausência dele, com o funcionário que vive a rotina da biblioteca. Assim, você saberá o que fazer para encontrar o livro do seu filho.
3. Aumente a curiosidade infantil, selecionando livros de temas que você saber ser de interesse.
Seu filho gosta de dromedário? E de imagens da natureza? Então, leve isso em consideração, tornando esses temas o objetivo da pesquisa a ser feita na biblioteca: com a ajuda prévia de quem trabalha ali dentro, saiba em que prateleiras se encontram os livros relacionados aos assuntos em questão. "Às vezes, os temas de interesse não fazem parte de um único livro, mas sim de vários, daí ser necessário fazer uma pesquisa cruzada para encontrar os que realmente podem interessar à pesquisa", detalha Sueli. Outra razão para pedir ajudar ao bibliotecário.
4. Dê liberdade para o seu filho expressar gostos, preferências.
Se for à biblioteca na companhia de uma criança não tão pequena (ou jovem), saiba manter a atitude descontraída, leve. Incentive a que ela (ou ele) escolha o que deseja ler. E evite comentários do tipo ‘ah!, você não vai perder tempo com essa leitura, isso é bobagem, certo?’. A razão é simples: "Pais devem dar liberdade para que os filhos vão atrás de suas leituras favoritas ou das que despertam a atenção, ainda mais quando estão em contato com universo da biblioteca", alerta Sueli. Só assim o encantamento pelos livros será total - ao contrário da proibição, que vai afastar por completo.
5. Livro não é chato - chato, mesmo, somos nós!
É preciso ajudar a criança (ou o jovem) a encontrar os livros que serão motivos de prazer. Aqui, a participação do bibliotecário é fundamental, orientando os pais a usar o bom senso (e o conhecimento que têm sobre a personalidade dos filhos) para alcançar a melhor seleção de títulos. "Mas a comunicação só vai de fato acontecer, se o próprio bibliotecário assumir uma postura diferente daquela ainda hoje associada ao seu trabalho... Quem trabalha em biblioteca com a cara fechada, ranzinza, tem seus dias contados!", garante Sueli, da Biblioteca Monteiro Lobato. Porque será com criatividade e bom humor que pais e funcionários vão conseguir estimular a criança (e o jovem) a gastar horas dentro de uma biblioteca. "As crianças adoram livros, até os dez anos não há problema nesse contato, depois é que começa o afastamento...", comenta a diretora Ana Elisa. "Meu filho adolescente, por exemplo, não gosta de ler, mas ele ama quando leio para ele - o que pode talvez servir de exemplo para outros pais."
6. Para despertar o gosto da leitura, vale indicar os gibis, na biblioteca.
"Incentivar a atividade de ler, usando gibis e histórias de quadrinhos povoados de heróis que estão aí, na mídia, não é atitude recriminatória, ao contrário...", considera Sueli, da Monteiro Lobato, Aliás, na biblioteca sob sua direção, onde há gibiteca bem fornida, há inúmeras alternativas de leitura, caso da programação de conversas com escritores, que exerce atração sobre os jovens. "Por aqui já se apresentou o escritor Alessandro Buzo, ele é da periferia e o adolescente se identifica na hora com o tema...", confirma Sueli. Modo eficiente de estimular a garotada a frequentar essa biblioteca do centro paulistano.

"Incentivar a atividade de ler, usando gibis e histórias de quadrinhos povoados de heróis que estão aí, na mídia, não é atitude recriminatória, ao contrário...", considera Sueli, da Monteiro Lobato, Aliás, na biblioteca sob sua direção, onde há gibiteca bem fornida, há inúmeras alternativas de leitura, caso da programação de conversas com escritores, que exerce atração sobre os jovens. "Por aqui já se apresentou o escritor Alessandro Buzo, ele é da periferia e o adolescente se identifica na hora com o tema...", confirma Sueli. Modo eficiente de estimular a garotada a frequentar essa biblioteca do centro paulistano.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/

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