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* O Instituto Pró-Livro, organização social de interesse público criada em 2007 pela CBL, pelo Snel e pela Abrelivros, acaba de eleger sua nova direção. A nova presidente, Sônia Machado Jardim, também preside o Sindicato Nacional de Editores de Livros. O IPL tem se destacado por suas iniciativas vinculadas às políticas públicas do livro e leitura nos dois últimos anos, no Brasil. Uma delas, a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, constitui o maior estudo sobre comportamento leitor da população já realizado no País.
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das horas (1917), Carnaval (1919) e Libertinagem (1930) tornaram-se marcos da poesia brasileira – mas há tempos não são objeto de atenção do meio editorial.
* Em 2007, levantamento encomendado pela Associated Press, nos EEUU constatou que as mulheres liam em média nove livros por ano, enquanto os homens liam cinco. Dados coletados recentemente, na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, confirmam que a situação é similar: as brasileiras lêem mais livros do que os brasileiros em, praticamente, todos os gêneros, com exceção de história, política e ciências sociais.
* Com muita alegria e justiça, Canteiros de Obras – Centro de Cultura e Artes informa a todos os amigos – associados ou não - que estão fazendo contato, doações diversas e enviando mensagens de congratulações que, por uma questão de respeito à privacidade de todos, deixa de publicar em seu Boletim Informativo, nos Blogs e no Portal Cultural, seus nomes e/ou endereços virtuais. Entretanto, torna públicos, os agradecimentos de sua Diretoria e de todos os envolvidos em seus Programas, Projetos e Ações.


LEITURA: UMA PROBLEMÁTICA
Oeni Custódio Marins
O prazer da leitura é um caminho barato e ajuda as pessoas a melhorar suas capacidades cognitivas em todos os sentidos. Desenvolve o conhecimento em geral, nos dá subsídios para refletir sobre o mundo e condição humana, em um mergulho profundo na problemática existencial do homem.
Uma pesquisa divulgada pelo National Endowment for Arts, fundação americana dedicada à promoção da cultura, conclui que quem lê regularmente por prazer tem uma vida muito mais ativa e bem sucedida do que aqueles que preferem passar o tempo livre vendo televisão ou dedicando-se a outras atividades que não exigem raciocínio. Para os primeiros, a vida é uma sucessão de novas experiências e de ampliação dos horizontes. Para quem se enquadra no segundo caso, a maturidade torna-se um processo de atrofia mental. “A informação está cada vez mais ao nosso alcance, mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o motivo pelo qual devemos ler”, disse a VEJA o americano Harold Bloom¹, o mais importante crítico literário em atividade.
O bombardeio de informações é estonteante, mas a informação se mede por qualidade e não quantidade. Por isso, temos às vezes a sensação ao chegar no final do dia, que vivemos todos imersos em uma sociedade caótica. Sendo assim, os prazeres intelectuais, as diversões, a espiritualidade, ficam em um segundo plano, secundário ou até mesmo esquecidos.
O americano Mark Edmundson, professor de língua inglesa da Universidade de Virgínia e autor do livro Why Read? (Por que ler?) desenvolve a tese de que a leitura “é a segunda chance que a vida oferece para o nosso crescimento pessoal” ². Durante a infância e a adolescência, segundo ele, passa-se por um processo de socialização. Aprende-se o que é certo e o que é errado com os pais e os professores e se começa agir de acordo com o senso comum. Depois, é a leitura que nos permite desenvolver idéias próprias, conceitos e valores.
Não se trata, portanto, simplesmente de ensinar alguém a decodificar um código qualquer de comunicação, muito além, trata-se de fazer o sujeito ser capaz de verificar que o texto reflete na própria vida e os problemas lidos são atinentes ao seu tempo, pois a leitura não tem época, já que é atemporal e também situa além de qualquer espaço perfeitamente delimitado. A literatura, como arte generaliza e nos coloca dentro do problema que discute.
Referência Bibliográfica:
(1) Revista Veja. “Os donos de si”. Editora Abril, edição 1868, ano 37, nº 34, 25/08/2004, p.96)
(2) - Idem
Oeni Custódio Marins - Professora de Leitura, Graduada em Língua Portuguesa pela Universidade do Sagrado Coração/SP e com especialização em Educação.


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