Maricá/RJ,

Projetos que continuam, e algumas novidades


O Ponto de Leitura Traças do Bem, o Ponto de Cultura Percursos Culturais e o Cineclube Ponto & Cine Canteiros, vinculados a Canteiros de Obras – Centro de Cultura e Artes prosseguem com os eventos e atividades programadas para o Galpão do Ponto de Cultura, no Km. 17 – Galpão 2 – RJ 106 (lado direito da Rodovia, sentido Maricá-Niterói).

(O Galpão funciona das 3ªs às 6ªs feiras, das 11h às 18h)
 
Em Março:

Oficina Básica de Pintura “Brincando com as cores”

Roda de Leituras/Projeto “Encontro com Livros”

Sessões de Cinema: 07,21,28/03 (4ªs feiras), às 18h

(confirmações no blog do Cineclube)

Em Abril:

Oficina de Produção Textual

Capoeira (para crianças e jovens)

Sessões de Cinema:

04,11,18,25/04 (4ªs feiras),às 18h

(confirmações no blog do Cineclube)
   
VEJA DETALHES NA SEÇÃO ATIVIDADES E EVENTOS, neste blog.

Maiores informações pelo tel. 2636 4107 ou pelos e-mails:





BLOGS:



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Proler comemora 20 anos


O Programa Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, completa, em 2012, 20 anos de trabalhos importantes na área de mediação da leitura. Para celebrar a efeméride, o PROLER está iniciando o projeto Cidadania e Leitura, que será desenvolvido por 20 comitês no Maranhão, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ao todo, serão formados 400 mediadores para desenvolver ações de promoção da leitura em bibliotecas comunitárias, ao longo do ano; além de uma série de eventos. A agenda prevê ações culturais para todas as idades, como cursos, palestras, visitas, eventos para contação de histórias e os projetos Contando Poesia, Lendo Clarice e Terças Culturais. As atividades têm início em março.

FONTE: www.bn.br - Boletim 223 – Fevereiro/2012

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Biblioteca Nacional relembra os 90 anos da Semana de Arte Moderna


A Biblioteca Nacional prepara uma seleção especial de obras de seu acervo para celebrar a Semana de Arte Moderna de 1922. Marco do movimento modernista do Brasil, de renovação na literatura e artes, o evento completou 90 anos em 13/02. Ao longo da próxima semana, as redes sociais da BN trarão ao público uma série de fotografias, periódicos, livros, gravuras e outras obras dos principais artistas e seguidores do movimento. As obras estarão disponíveis para download no Blog, Facebook e Twitter da BN. Faça uma grande viagem pelo acervo da Biblioteca Nacional.

FONTE: www.bn.br - Boletim 223 – Fevereiro/2012

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Prêmio “Planeta-Casa de América” divulga finalistas

A quinta edição do Prêmio Iberoamericano Planeta-Casa de América de Narrativa, que premia anualmente uma obra inédita escrita em espanhol, divulgou os dez livros finalistas. O vencedor foi anunciado em Madri e ganhou US$ 200 mil (cerca de R$ 345 mil), valor apontado como o décimo maior entre prêmios literários do mundo. As obras foram selecionadas entre 454 trabalhos inscritos, provenientes de 23 países – o Brasil inscreveu três, mas nenhum passou para a etapa final. O prêmio é organizado pelo grupo editorial Planeta e pela entidade pública Casa de América, que realiza eventos culturais para integração de países iberoamericanos.

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Ferreira Gullar leva prêmio de R$150 mil

O poeta Ferreira Gullar venceu o 1° Prêmio Moacyr Scliar de Literatura por seu livro Em Alguma Parte Alguma (José Olympio). Realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul por meio do Instituto Nacional do Livro e da Associação Lígia Averbuck, o Prêmio priorizou nesta edição de estreia a poesia. Em 2012, apenas livros de conto poderão participar. Gullar ganhou R$ 150 mil e a Editora, R$ 30 mil, pelos direitos autorais da obra. Uma edição especial do livro será distribuída para bibliotecas públicas do Rio Grande do Sul. Em Alguma Parte Alguma marca a volta de Gullar à poesia - ele não publicava um livro do gênero havia 10 anos e esse é o terceiro prêmio concedido à obra. Em 2011, levou também o Jabuti de Melhor Livro de Poesia e o Livro do Ano.

FONTE: Jornal O Estado de S. Paulo – www.estadao.com.br

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Brasil teve 11 livros finalistas no Prêmio Gourmand


O Brasil teve 11 livros finalistas no prêmio Gourmand/2011, o principal para obras de culinária e bebidas do mundo e é o décimo país com mais títulos selecionados nesta edição do prêmio, entre os 71 que participam da etapa final. Há cinco livros brasileiros a mais do que na edição de 2010 do concurso, segundo a revista Gourmand Magazine, que publicou a lista de finalistas na edição deste mês. Na lista, a América Latina é a região com o maior número de obras finalistas: são 35 em 2011, contra 22 em 2010 e a região ultrapassa a França e os Estados Unidos, que têm, respectivamente, 34 e 29 livros na lista de concorrentes. Os vencedores serão anunciados no Theatre Folies Bergères em Paris, no dia 6 de março/2012, na noite anterior ao início da Paris Cookbook Fair. Nesta edição do concurso, 283 finalistas competiram por 79 prêmios – menos do que os 120 da edição anterior.

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Morre Bartolomeu Campos de Queirós


O escritor Bartolomeu Campos de Queirós, mineiro que teve mais de 50 livros publicados, morreu na madrugada de segunda-feira, 16/01/2012, aos 67 anos, em Belo Horizonte. De acordo com porta voz do Hospital Felício Roxo, ele faleceu em decorrência de uma insuficiência renal que o obrigava a realizar hemodiálises regularmente. Queirós formou-se em educação e artes e era um estudioso da filosofia, da estética e da pedagogia. A maioria de seus livros foi escrita para crianças e jovens e alguns ganharam traduções para o espanhol, inglês e dinamarquês. No ano passado, Queirós publicou Vermelho amargo, seu primeiro romance. Recebeu diversos prêmios, entre eles, o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras, o prêmio Iberoamericano SM de Literatura Infantil e Juvenil, o Grande Prêmio da Crítica em Literatura Infantil/Juvenil da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o prêmio da Fundação Nacional do Livro para Crianças e Jovens (FNLIJ). Além disso, foi finalista, em 2010, do Hans Christian Andersen de Literatura Infantil, o mais renomado prêmio internacional do segmento. Bartolomeu de Queirós também participou de diferentes iniciativas para promover a leitura, como o projeto ProLer, e foi um dos idealizadores do Movimento por um Brasil Literário.

Bartolomeu sempre escreveu em busca do sentido. Sabia que o mundo, com o avançar doido dos séculos, se deteriora e se fragmenta. Sabia que as palavras, a cada dia, dão menos conta do que vivemos. Insistiu em buscar sentidos onde a maior parte dos escritores nada mais vê que uma turvação. Viveu para isso. Em tempos de tantos escritores céticos, ou mesmo cínicos, Bartolomeu acreditou na força — na utilidade — da Literatura.

Seu último romance, o esplêndido “Vermelho amargo”, é uma súmula de suas aventuras na linguagem. Eis a literatura, como Bartolomeu a concebia. Uma escrita discreta, feita de palavras sutis, de teimosia afetuosa e de sentimentos tímidos.

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História da Capoeira


                                       Heidi Strecker*

A capoeira é ao mesmo tempo uma luta e uma arte. Mas você sabia que durante muito tempo a capoeira foi proibida no Brasil? Quem vê crianças pequenas jogando capoeira nas escolas ou Rodas de Capoeira com a apresentação de grandes mestres nem pode imaginar que essa conhecida forma de expressão das raízes negras era mal vista e considerada perigosa.

Para jogar capoeira precisamos de um ritmo, ditado pelo atabaque, pelo berimbau e pelo agogô. Essa música é bem característica. Dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, defesa e esquiva. Eles simulam uma luta. Para jogar capoeira é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros.

O gingado é a base da capoeira. É um movimento ritmado que mantém o corpo relaxado e o centro de gravidade em constante deslocamento. A partir do gingado surgem os outros movimentos de ataque ou contra-ataque. Os jogadores nunca estão parados e isso torna a capoeira muito bonita de se ver.

 História

A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência.

Porém, para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada.

No início do século 19, no Rio de Janeiro, bandidos e malfeitores eram chamados de “capoeiras”, como registrou o escritor Manuel Antônio de Almeida, em "Memórias de um Sargento de Milícias". Em 1888, a escravidão foi oficialmente abolida no Brasil. Muitos negros libertos não tinham como sobreviver e acabaram na marginalidade. Em Salvador, chegaram a organizar gangues e provocar rebeliões. Durante muito tempo a capoeira foi proibida.

Na década de 1930 a capoeira já tinha adquirido um novo status em nossa sociedade. O próprio presidente Getúlio Vargas convidou um grupo de capoeira para se apresentar oficialmente no Palácio do Catete. A capoeira foi liberada. Professores de capoeira da Bahia se tornaram famosos, como os mestres Bimba, Pastinha e Gato, imortalizados nos romances de Jorge Amado.

Hoje em dia há muitas formas de jogar capoeira e a mais tradicional preserva as raízes africanas, como a Capoeira Angola, na Bahia.

*Heidi Strecker é filósofa e educadora.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/cultura-brasileira/capoeira-origem.htm 

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A Abóbora Menina

                                                        Teresa Lopes

Para a Inês,
que também um dia voará.

Brotara do solo fecundo de um quintal enorme, de uma semente que mestre Crisolindo comprara na venda. Despontava por entre uns pés de couve e mais algumas abóboras, umas suas irmãs, outras suas parentes mais afastadas.
Tratada com o devido esmero, adubada à maneira, depressa cresceu e se tornou em bela moçoila, roliça e corada.
Os dias corriam serenos. Enquanto o sol brilhava, tudo era calma naquele quintal. Sombra dos pés de couve, rega a horas devidas, nada parecia faltar para que todos fossem felizes.
As suas conversas eram banais: falavam do tempo, de mestre Crisolindo e nunca, mas nunca, do futuro que os aguardava.
Mas Abóbora Menina, em vez de se dar por satisfeita com a vida que lhe havia sido reservada, vivia entristecida e os seus dias e as suas noites eram passados a suspirar.
Desde muito cedo que a sua atenção se virara para as borboletas de cores mil que bailavam sobre o quintal. E sempre que alguma pousava perto de si, a conversa não era outra se não esta:
―Dizei-me, menina borboleta, como fazeis para voar?
―Ora, menina abóbora, que quereis que vos diga? Primeiro fui ovo
quase invisível, depois fui crisálida e depois, olhe, depois alguém me pôs estas asas e assim voei.
―Como eu queria ser como vós e poder sair daqui, ver outros
quintais.
―Que me conste, vós fostes semente e vosso berço jaz debaixo desta terra negra e quente. Nunca por aí andamos, minhas irmãs e eu.
A borboleta levantava voo e Abóbora Menina suspirava. E suspirava. E de nada serviam os consolos de suas irmãs, nem o consolo dos pés de couve, nem o consolo dos pés de alface que cresciam ali perto e que todas as conversas ouviam.
Certo dia passou por aqueles lados uma borboleta mais viajada e foi pousar mesmo em cima da abóbora. De novo a mesma conversa, os mesmos suspiros.
Tanta pena causou a abóbora à borboleta, que esta acabou por lhe confessar:
―Já que tamanho é vosso desejo de voar e dado que asas nunca
podereis vir a ter, só vos resta uma solução: deixai-vos levar pelo vento sul, que não tarda nada aí estará.
―Mas como? Não vedes que sou roliça? Não vedes que tenho engordado desde que deixei de ser semente?
E a borboleta explicou à Abóbora Menina o que ela devia fazer.
A única solução seria cortar com o forte laço que a ligava àquela terra-mãe e deixar-se levar pelo vento.
Ele não tardaria, pois umas nuvens suas conhecidas assim lhe haviam garantido. Mais adiantou a borboleta que daria uma palavrinha ao tal vento, por sinal seu amigo e aconselhou todos os outros habitantes do quintal a segurarem-se bem quando ele chegasse.
Ninguém gostou da ideia à exceção da nossa menina.
―Vamos perder-te! ― lamentavam-se as irmãs.
―Nunca mais te veremos. ― sussurravam os pés de alface.
―Acabarás por mirrar se te desprendes do solo que te deu sustento. Mas a abóbora nada mais queria ouvir. E logo nessa noite, quando todos dormiam, Abóbora Menina tanto se rebolou no chão, tantos esticões deu ao cordão que lhe dera vida, que acabou por se soltar e assim permaneceu, liberta, aguardando o vento sul com todos os sonhos que uma abóbora ainda menina pode ter na sua cabeça.
Não esperou muito, a Abóbora Menina. Dois dias passados, logo pela manhãzinha, o vento chegou. E com tal força, que a todos surpreendeu.
Mestre Crisolindo pegou na enxada e resguardou-se em casa. As flores e as hortaliças, já prevenidas, agarraram-se ainda mais à terra.
Só a abóbora se alegrou e, peito rosado aberto à tempestade, aguardou paciente a sorte que a esperava.
Quando um remoinho de vento pegou nela e a ergueu nos ares, qual balão liberto das mãos de um menino, não sentiu nem medo, nem pena de partir.
―Adeus, minhas irmãs!... Adeus, meus companheiros!...
―Até... um... dia!...
E voou direitinha ao céu sem fim!...
Para onde seguiu? Ninguém sabe.
Onde foi parar? Ninguém imagina.
Mas todos sabem, naquele quintal, que dali partiu, numa bela tarde
de vento, a abóbora menina mais feliz que algum dia poderá haver.


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Histórias Que Acabam Aqui
Texto: Teresa Lopes
Ilustrações:Sara Costa
Editor:Victor Domingos
editor@arcosonline.com
Data de edição:Abril de 2005
Edição:Este trabalho encontra-se registado nas entidades competentes, tendo atribuídos números de ISBN e de Depósito Legal, sendo agora a sua publicação e distribuição gratuita, sob a forma de e-book, efectuada com a autorização do autor. É permitida a sua impressão e redistribuição em papel ou suporte digital, desde que isso seja feito sem propósitos comerciais e todo o seu conteúdo permaneça inalterado.
Edições ArcosOnline.com, Histórias Que Acabam Aqui -  nº2
Edições ArcosOnline.com  - www.arcosonline

FONTE: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000115.pdf

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